Quais são os custos da importação?


As transações com o exterior apresentam vários requisitos, como os custos da importação que impactam o seu lucro e a precificação de produtos.


O ideal é buscar o melhor valor possível sem esquecer da eficiência da operação. Para isso, é necessário entender os gastos e a burocracia envolvidos, a fim de encontrar alternativas de melhoria.


Para facilitar o entendimento, neste conteúdo vou explicar resumidamente sobre o Radar, a DI e os custos de importação.


A importância do cadastro no RADAR

O Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (RADAR) é uma ferramenta da Receita Federal que oferece acesso ao Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).


Toda empresa que deseja importar e exportar mercadorias precisa ter o RADAR habilitado.


Depois dessa etapa, será feita uma análise da documentação da empresa. Se houver alguma pendência do CNPJ, ela será identificada, assim como qualquer problema fiscal ou tributário.


Quando aprovado, o cadastro permitirá o acesso ao Siscomex por meio do certificado digital.

Isso acontece porque ele garante a regularidade da empresa perante a Receita Federal.

Ao mesmo tempo, o sistema centraliza as informações do CNPJ e de suas operações de importação e exportação.


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A necessidade de fazer a DI


A Declaração de Importação é o documento preenchido sempre que é solicitada a compra de mercadorias de outro país. Ele reúne todas as informações referentes ao despacho aduaneiro. Por isso, a DI e o arquivo simplificado (DSI) foram substituídos pela Declaração Única de Importação (DUIMP).

A ideia é que, com esse novo documento, o processo aduaneiro reduza de 17 para 10 dias. Para preencher o documento, é preciso ter acesso ao Siscomex. A inserção dos dados é referente a cada uma das mercadorias.

A ocorrência de divergências ou inconsistências, pode provocar atrasos na liberação da carga ou problemas de tributação, por isso a DI é importante. Assim, é preciso garantir um preenchimento correto.


Os principais custos da importação

Saber quanto você vai pagar nas operações de importação, é uma forma de melhorar a negociação e evitar imprevistos. Afinal, os valores impactam no processo e podem até inviabilizar as transações.

Para evitar essa circunstância, é necessário saber quanto paga e o que é desnecessário. A partir disso, você pode otimizar o procedimento e evitar custos da importação excessivos.


Vários fatores devem ser levados em conta na hora de estipular os custos da importação.


Valor do material/produto


Representa o preço do insumo, da matéria-prima ou do produto acabado que está sendo importado. O valor será repassado ao fornecedor, ou seja, o dono da fábrica ou atacado que comercializou as mercadorias.


Impostos


São os valores pagos aos governos federal, estadual e municipal. Incidem nas operações e indicam que o processo foi legalizado. O único tributo específico do procedimento de compra de outros países, é o Imposto de Importação (II).

O cálculo é feito com base em alíquotas variáveis. Elas dependem da mercadoria e variam de 0 a 35%. No entanto, existem outros tributos como:

  1. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): é aplicável sobre as mercadorias industrializadas nacionais ou estrangeiras. Todos os anos é lançada uma tabela específica, a TIPI. Elas estão disponíveis no site da Receita Federal;

  2. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): é um tributo estadual. A alíquota varia conforme a origem e o destino do produto. Por isso, é necessário fazer a consulta na Secretaria de Estado da Fazenda;

  3. imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS): incidente sobre a prestação de serviços vindos do exterior ou que tenha iniciado fora do Brasil. A taxa corresponde a 5%;

  4. PIS e Cofins Importação: são contribuições sociais federais voltadas para o financiamento da seguridade social. Geralmente, a alíquota do primeiro é de 1,65%, mas podem ter exceções. No segundo caso, a taxa é de 7,6%, também com possibilidade de divergências.


Frete internacional


Corresponde no valor pago para trazer a mercadoria de outro país ao Brasil, o frete pode ser marítimo ou aéreo. O primeiro é cobrado de acordo com a quantidade — um container grande custa cerca de 2.500 dólares da China para o Brasil.

O segundo custa de 8 a 10 dólares por quilo de produto. Ainda existe o frete doméstico, que corresponde do porto até o destino.


Despesas aduaneiras


Fazer importações de cargas acima de 3 mil dólares exige cadastro no RADAR Siscomex e despachante aduaneiro. É possível que o valor cobrado fique entre R$ 800 e R$ 1.500 por operação. Varia conforme a complexidade do serviço e o volume das mercadorias.


Seguro da carga


É recomendado, apesar de não ser obrigatório. Nesse caso, o custo da importação, fica entre 0,5% e 2% do valor da carga. Vale a pena pagar, mesmo que não haja imprevistos na operação. Afinal, se existir algum, o prejuízo será grande.

Com esses esclarecimentos, é fácil entender quais são os custos da importação. Para fazer os pagamentos, que costumam serem em dólar, você precisa de uma plataforma de transferências internacionais.


A transação tem o custo mais baixo do mercado, a partir de 1,3%, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é de 0,38% para contas de outra titularidade e de 1,1% para a de mesmo destinatário.

Agora que você entendeu os custos da importação, pode realizar as operações. Basta colocá-las em prática e trazer eficiência ao processo.


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